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IZOTON - HUMOR

- Um blog de um brasileiro de Vila Velha-ES, elaborado em um Provedor português. Obrigado, Equipe SAPO! Este blog é feito com muito amor, e com muito humor. O meu lema: Viver a vida a sério, mas brincando. O meu objetivo: Fazer alguém sorrir.

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09.03.13

UMA EXPLICAÇÃO


izoton

 

DADA PARA CONVENCER

          O meu amigo Bucka me enviou este interessante caso, e me disse:

          Trata-se de um acidente envolvendo um pedreiro português. A Cia. de Seguros, estranhado tantas fraturas, em uma só pessoa, e em um mesmo acidente, solicitou maiores informações. Este caso é verídico, e a transcrição foi obtida por meio de cópia dos arquivos da Cia. Seguradora envolvida. O caso foi julgado no Tribunal da Comarca de Cascais - Lisboa - Portugal. Depois de ler o Relatório, abaixo, a Seguradora pagou o seguro.

========== ***** ==========

          À Cia. Seguradora

          Exmos. Senhores

          Em resposta ao teu gentil pedido de informações adicionais, esclareço que no quesito nº 3 da comunicação do sinistro, eu mencionei “Tentando fazer o trabalho sozinho” como a causa do meu acidente. Em vossa carta V. Sas. me pedem uma explicação mais pormenorizada. Espero que os detalhes, abaixo, sejam suficientes:

          Sou assentador de tijolos e no dia do acidente eu estava a trabalhar sozinho num telhado de um prédio de 6 (seis) andares. Ao terminar o trabalho, verifiquei que havia sobrado 250 kg de tijolos. Em vez de levá-los a mão para baixo (o que seria uma asneira), decidi colocá-los dentro de um barril, para descê-los até o térreo, com a ajuda de uma roldana, a qual felizmente estava fixada em um dos lados do edifício (mais precisamente no sexto andar).

          Eu desci até o térreo, amarrei o barril com uma corda, e subi pelas escadas até o sexto andar, de onde puxei o dito cujo barril para cima, colocando os tijolos no seu interior. Em seguida eu retornei para o térreo, desatei a corda, e segurei-a com força para que os tijolos (250kg) descessem lentamente.

          Mas, surpreendentemente, senti-me violentamente alçado do chão para cima e, perdendo minha característica presença de espírito, esqueci-me de largar a corda... Acho desnecessário dizer que eu fui içado do chão a grande velocidade, em direção ao ar.

          Nas proximidades do terceiro andar eu dei de cara com o barril, que vinha a descer. Ficam, pois, explicadas aí, as fraturas do crânio e das clavículas devido à violenta cabeçada que dei no fundo do barril.

          Mesmo muito zonzo, continuei a subir a uma velocidade um pouco menor, somente parando quando os meus dedos ficaram entalados na roldana. Nesse momento, eu já recuperara a minha presença de espírito e consegui agarrar novamente a corda, apesar das dores.

          No entanto, simultaneamente, o barril com os tijolos caiu ao chão, no térreo, partindo o seu fundo. Sem os tijolos, o barril pesava aproximadamente apenas 25 kg.

          Como podem imaginar, eu, que peso 65 kg, comecei a cair rapidamente, agarrado à corda, sendo que, próximo ao terceiro andar, quem eu encontrei? Ora, pois, encontrei o barril, que vinha a subir. Ficam explicadas as fraturas dos tornozelos, quando cheguei ao chão, no térreo.

          Com a redução da velocidade na minha descida, caí em cima dos tijolos, que já estavam embaixo, e na queda, felizmente, eu só fraturei três vértebras.

          No entanto ainda houve agravamento do sinistro, lamento informar, pois quando eu me encontrava caído sobre os tijolos, incapacitado de me levantar, pude finalmente soltar a corda. E aí, adivinhem quem caiu sobre mim? Sim, o barril caiu sobre mim. O barril pesava mais do que a corda, então ele desceu e aterrissou sobre mim, fraturando-me as pernas.

          Espero ter fornecido as necessárias informações complementares que me haviam sido solicitadas. Eu esclareço que este relatório foi escrito pela minha Enfermeira, pois os meus dedos estão muito esfolados, e ainda guardam a forma da roldana.

          Atenciosamente,

          Antonio Manuel Joaquim Soares de Coimbra